Mostrando postagens com marcador Bicho do Paraná. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bicho do Paraná. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Luiz Carlos Paraná–Bicho do Paraná

Luiz Carlos Paraná, compositor e cantor, nasceu em Ribeirão Claro PR (15/3/1932) e faleceu em São Paulo SP (3/1211970). Lavrador até os 19 anos e depois comerciário, aprendeu sozinho a tocar violão. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morou em pensão em que João Gilberto era seu companheiro de quarto.

Durante a década de 1950 tocava de mesa em mesa nas boates cariocas, recolhendo a féria. Transferindo-se para São Paulo, com a ajuda de amigos, abriu a boate Jogral, a princípio apenas um barzinho de encontro de amigos, onde ele mesmo cantava modas-de-viola e desafios com Paulo Vanzolini.

Como compositor tornou-se mais conhecido ao participar do II FMPB da TV Record, de São Paulo, em 1966, com a música De amor e paz (com Adauto Santos), que, interpretada por Elza Soares, obteve o segundo lugar. No ano seguinte, como cantor, gravou um compacto simples na Fermata, com duas músicas de Paulo Vanzolini, Capoeira do Arnaldo e Napoleão.

No mesmo ano, inscreveu Maria, carnaval e cinzas no III FMPB, que foi defendida por Roberto Carlos e gravada pelo cantor na CBS e por ele próprio na Philips, no LP III Festival de MPB. Na Continental, gravou o Samba do suicídio (Paulo Vanzolini), incluído no LP I Bienal do Samba.

Em 1968 a boate Jogral, até então na Galeria Metrópole, foi transferida para a Rua Avanhandava, onde continuou fazendo carreira na noite, iniciando em São Paulo a moda das casas de samba. Entre outras gravações suas estão, na Mocambo, Canoa vazia e Se for pra medir saudade (de sua autoria).

Realizou ainda a montagem do show musical Jogral 69 ou Os Homens verdes da noite, na sala de arte do T.B.C., de São Paulo. Sua última atividade artística de destaque foi a produção do LP Jogral 70, da RGE.

Retirado de: http://cifraantiga2.blogspot.com

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bicho do Paraná–Yara Sarmento

YaraSarmentoCuritibaFaseI19551964A atriz Yara Moreira de Moraes Sarmento, conhecida como Yara Sarmento, nasceu na cidade de Antonina, Paraná, em de junho de 1940.
Mudou-se com a família para Curitiba em 1950.
Yara Sarmento cursou Direito pela Universidade Federal do Paraná entre os anos de 1958/1962.
Iniciou sua carreira artística na Academia de Danças Espanholas da Professora Bárbara Grand e de sua filha Beatriz Di Paolo Torres, em 1955. Dançou pela mesma Academia até 1964.
Em 1963/1964 atuou como bailarina no programa “Postais de Operetas”, na TV Paranaense, dirigido por Cícero Camargo de Oliveira. Estreou como atriz na TV Paraná no programa “Colégio de Brotos”, dirigido por Sinval Martins. Trabalhou no programa semanal “Teatro de Equipe”, dirigido por Glauco Flores de Sá Britto. Faziam parte do elenco: Lala Schneider, Claudete Barone, Irene Moraes, Aristeu Berger, Joel de Oliveira, Luiz Hilário, dentre outros. Yara Sarmento participou, também, do humorístico “Telstar Festival” da TV Paraná, dirigido por Maurício Távora. Ainda, como bailarina, participou do programa “Big Gincana Duchen” apresentado por Acidália Chen.
Em 1964, Yara Sarmento foi para o Rio de Janeiro. Participou como atriz na TV Tupi dos teleteatros: “Clube do Morcego” dirigido por João Loredo e “Teatro de Comédia”, sob o comando de Odair Marzano. Fez teste seletivo por ocasião da inauguração da TV Globo. Trabalhou nos programas: “Festa em Casa”; “4 no Teatro”; “Presença”; “Capitão Furacão”; “Quando a Vida É Uma Canção”. Trabalhou, também, nas novelas: “Rosinha do Sobrado”; “A Moreninha” e “Padre Tião” sob a direção de Graça Melo, assim como em “Um Rosto de Mulher” direção de Sérgio Britto. Ainda na TV Globo apresentou o noticiário “Tele-Jornal da 1:00 Hora”.
No Rio de Janeiro, trabalhou, também, na TV Continental em “Bombom e Fiapo”, direção de Dudu Barreto Leite, ao lado de Vera Barreto Leite, a qual foi manequim - em Paris - de Dior, Chanel e outros estilistas internacionalmente famosos. Apresentou os programas: “Sessão das 9:30” e “Coral 2/4”.
No teatro, Yara Sarmento integrou as produções: “Flor de Cactus”, no Teatro Copacabana, produção de Oscar Ornstein, bem como em “Onde Canta O Sabiá” no Teatro do Rio sob a direção de Luiz Afonso Grisolli. Este foi o primeiro espetáculo “pop” do Brasil, estrelado por Marília Pêra e Gracindo Júnior.
A convite de Carlos Machado fez parte do elenco da revista musical “Carlos Machado’s Holliday”, na Boate Fred’s, ao lado de Irene Ravache, Cláudia Martins, Sueli Franco, Rossana Ghessa, Ari Fontoura e Hugo Sandes.
Fez dublagens para filmes de televisão e de cinema nos estúdios: Herbert Richers e Peri Filmes.
Yara Sarmento mudou-se para São Paulo em 1967. Participou na TV Globo do teleteatro “Processo 68”, produção de Valêncio Xavier. No teatro, Yara Sarmento atuou nas peças: “Receita de Vinícius”, direção de Sady Cabral no Teatro das Nações e “A Raposa e as Uvas”, direção de Nydia Lícia, no Teatro Bela Vista e em temporada popular, nos espaços cênicos dos bairros paulistas. O Ator Sérgio Cardoso, amigo de Glauco Flores de Sá Britto, ex-marido de Nydia Licia, apresentou Yara Sarmento à citada atriz e produtora.
Ainda, atuou no programa Silvio Santos no quadro “A Justiça dos Homens”, produzido por Valêncio Xavier, como membro da Promotoria Pública.
Trabalhou, também, no Instituto São Paulo, escola para crianças surdas e com problemas de comunicação verbal, lecionando Estruturação de Linguagem e Psicomotricidade – 1968/1970.
Nesse período, Yara Sarmento participou dos cursos: “Sistema Universal Verbotonal Guberina de Reabilitação Auditiva e Fonética” - Center Za Rehabilitaciju Sluha I Govera - Zagreb/Iuguslávia; “Psicomotricidade sobre o Método Le BonDepart” - Professora Yolanda Bianco/PUC-SP.
Yara Amaral voltou ao Paraná em 1971. Em sua cidade natal, Antonina, abriu restaurante no Clube Náutico, no qual promoveram atividades artístico-culturais.
De 1971 à 1974, Yara Sarmento colaborou com colunas para os jornais “O Antoninense” e “O Estado do Paraná” e na revista “Quatro Estações”.
Em 1972, em Curitiba, participou como atriz em “Via Crucis” com direção de Oraci Gemba e produção de Paulo Sá.
Yara Sarmento foi diretora do Grupo Momento de Teatro, criado juntamente com Gemba e Angela Wogel, tendo na produção executiva Verinha Walflor -1972/1977. Nesse grupo, foram montadas as peças “Electra”; “Marat-Sade”; “Maria Bueno”; “A Casa de Bernarda Alba”; “O Cerco da Lapa”; “Carla, Gigi e Margot”; “Momento de Natal”; “Auto de Natal” e o show “Funeral para Um Rei Negro” (1975), com Lápis e Evanira. Todos os espetáculos dirigidos por Gemba.
Integrou, também, o elenco da produção do Teatro de Comédia do Paraná - TCP, da então Fundação Teatro Guaíra - FTG, “A Torre em Concurso”, sob a direção de Gemba - 1976.
Yara Sarmento participou, também, de narrações, locuções e entrevistas no Museu da Imagem e do Som.
Participou da equipe paranaense que elaborou o ante-projeto da Lei 6.533/1978, a qual regulamenta a Profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.
Com a peça “Carla, Gigi e Margot”, Yara Sarmento recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz na edição 1976/1977. No ano seguinte, recebeu o mesmo Troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho na peça dirigida por Menghini "Cinderela do Petróleo", montagem que comemorou os 10 anos da Companhia Roberto Menghini.
Os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná concederam-lhe em 1978, o Diploma de Melhor do Ano/1977 como Melhor Atriz de Teleteatro.
Em 1975, em cargo comissionado, trabalhou na Secretaria de Estado da Justiça do Paraná, onde permaneceu até 1983.
Em 1983, Yara Sarmento foi transferida para a então Fundação Teatro Guaíra, prestando serviços de Assessoria.
Na edição 1985/1986, Yara Sarmento recebeu Menção Honrosa pela criação do Troféu Gralha Azul.
Na edição 1988/1989, voltou a ser homenageada com o Troféu pela Fundação Teatro Guaíra - hoje, Centro Cultural Teatro Guaíra - CCTG - e pela classe artística paranaense, pelo trabalho que desenvolveu em Brasília junto à Assembléia Nacional Constituinte, em favor das Artes e das Culturas Brasileiras. Nesse trabalho, representou as entidades nacionais de artistas, técnicos e produtores em espetáculos de diversões.
Em Belo Horizonte, 1989, foi homenageada pelo SATED/MG e APAC/MG por seu trabalho junto à Assembléia Nacional Constituinte, em Brasília.
Em 1991, a Câmara Municipal de Curitiba concedeu-lhe Diploma de Reconhecimento por sua atuação em favor da área cultural.
Por escolha da classe cênica nacional representa as entidades ANEATE e ANPAC, no período de 1999 a 2001, como Conselheira na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC, Lei Rouanet, junto ao Ministério de Estado da Cultura, em Brasília, na área das Artes Cênicas, essa coordenada com dedicação e competência por Angélica Salazar Pessôa Mesquita.
Fez a narração dos textos que acompanharam o espetáculo "Bastidores da Alma", em 1996.
Yara Sarmento é uma das fundadoras da Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná- APATEDEP, em 1973. Fez parte da Diretoria, até a fundação do SATED/PR.
Também é uma das fundadoras, em 1981, do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná – SATED/PR, participando da Diretoria.
Assumiu a presidência do mesmo Sindicato no período de 1988 a 1991.
Foi Diretora Artística da então Fundação Teatro Guaíra na gestão de Oraci Gemba, no período de novembro de 1983 a maio de 1985.
Yara Sarmento ocupa o cargo de Vice-Presidente do SATED/PR, em seu segundo mandato, tendo desenvolvido várias ações voltadas às políticas públicas para a área cultural, particularmente, às Artes Cênicas.
Em 1992 assume a Secretaria Executiva do Troféu Gralha Azul junto ao CCTG, promovendo a pesquisa sobre a trajetória do mesmo prêmio, com base em trabalho anterior realizado por Enéas Lour e Mário Schoemberger. A partir de 2000 assessora a Secretária Executiva do referido Troféu, Celia Regina Polydoro.YaraSarmento-2007
Atuou também na Assessoria das Diretoras Artísticas: Loraci Setragni, Mara Moron, Débora Tadra, Marlene Montenegro, Marila Vellozo, Nena Inoue, do Diretor Enéas Lour, na gestão de Lu Rufalco.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vampiro de Curitiba–Bicho do Paraná

Biografia

Dalton Jérson Trevisan (Curitiba, 14 de junho de 1925) é um escritor brasileiro, famoso por seus livros de contos, especialmente O Vampiro de Curitiba (1965), e por sua natureza reclusa.
É reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social, criando uma atmosfera de mistério em torno de seu nome. Por esse motivo recebeu a alcunha de "Vampiro de Curitiba", nome de um de seus livros. Assina apenas "D. Trevis" e não recebe a visita de estranhos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sônia Braga - Bicho do Paraná

Biografia
Sônia Maria Campos Braga (Maringá, 8 de junho de 1950) é uma atriz brasileira.Filha de Hélio Fernando

Ferraz Braga e Maria Braga Jaci Campos, figurinista natural de Tupã, é irmã de Júlio, Ana e Hélio e tia de Alice Braga, também atriz.

Sônia Braga estreou na carreira artística aos 18 anos, na peça teatral Hair, da qual foi a grande estrela.
No cinema protagonizou importantes filmes, como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Eu Te Amo e A Dama do Lotação. Na televisão, um de seus primeiros trabalhos foi na versão brasileira do programa educativo infantil Vila Sésamo (Sesame Street), em que interpretava a professora Ana Maria, mas seus maiores sucessos foram as telenovelas Gabriela e Dancin' Days.

A partir de 1985 foi viver nos Estados Unidos da América onde atuou em filmes e programas de televisão, tendo participado da famosa série norte-americana Sex and the City.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Stelinha Egg - Bicho do Paraná

Ontem a noite ao passear pelos canais de televisão me deparei com a Margareth Makiolke, integrante do grupo Viola Quebrada, cantando na TV Educativa por pensar que se tratava de de uma apresentação do grupo continuei assistindo e para minha surpresa não se tratava da apresentação do grupo e sim ela com outras cantoras faziam uma homenagem a uma cantora que conhecia apenas de nome Stelinha Egg e a conhecia apenas porque o seu Clovis da loja de discos tirou cópias recentemente de encartes de discos dessa cantora.

Ao longo do programa fui descobrindo que se tratava de uma cantora paranaense que alcançou projeção Nacional ao lado das grandes divas da MPB ao longo da década de 50 e 60 e para não perder esse bonde da história coloco aqui um pouco da sua história:

18/7/1914 Curitiba, PR
17/6/1991 Curitiba, PR

Cantora. Compositora. Atriz.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dirceu – Bicho do Paraná

Dirceu José Guimarães, mais conhecido como Dirceu (Curitiba, 15 de junho de 1952Rio de Janeiro, 15 de setembro de 1995), foi um futebolista brasileiro que atuava como ponta-esquerda e meia.
Dirceu foi um dos principais jogadores da Seleção Brasileira de Futebol na décadas de 1970 e 1980, com três Copas do Mundo e uma Olimpíada.
Na copa de 1978 foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo.
Com um preparo físico impecável, corria por todo o campo durante todo o jogo, fechando todos os espaços, perseguindo os adversários e colocando velocidade nas jogadas. Sua técnica e habilidade lhe renderam o apelido de "formiguinha".
Apesar de toda esta garra e determinação, após 25 anos encerrou sua carreira sem receber nenhum cartão vermelho.
Carreira
Nos anos 1960 inicia sua carreira no infantil do Coritiba.
Mais tarde, lançado por Filpo Núñez faz sua estréia no profissional.
Sua primeira grande oportunidade surgiu com o Botafogo. Apesar de nenhum título conquistado, se destacou na equipe o que garantiu sua convocação para Copa de 1974.
Em 1975 o Fluminense começa a formar o time mais técnico de todos os tempos.
Junto com craques como Rivelino, Carlos Alberto Torres, Paulo Cesar Caju entre outros, fez parte da famosa "Máquina Tricolor", considerada imbatível, consagrando-se Bi-Campeão Estadual.
Em 1977, o presidente do Fluminense inventa o "troca-troca", através do qual Dirceu vai para o Vasco da Gama.

César Lattes – Bicho do Paraná

Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido simplesmente como César Lattes, (Curitiba, 11 de julho de 1924Campinas, 8 de março de 2005) foi um físico brasileiro, co-descobridor do méson pi.
Nasceu em uma família de judeus italianos imigrantes em Curitiba, estado do Paraná no Sul do Brasil. Fez os seus primeiros estudos naquela cidade e em São Paulo, vindo a graduar-se na Universidade de São Paulo, formando-se em 1943, em Matemática e Física.
Lattes fazia parte de um grupo inicial de brilhantes jovens físicos brasileiros que foram trabalhar com professores europeus como Gleb Wataghin (1899-1986) e Giuseppe Occhialini (1907-1993). Lattes foi considerado o mais brilhante destes e foi descoberto, ainda muito jovem, como um pesquisador de campo. Seus colegas, que também se tornaram importantes cientistas brasileiros, foram Oscar Sala, Mário Schenberg, Roberto Salmeron, Marcelo Damy de Souza Santos e Jayme Tiomno. Com a idade de 23 anos, ele foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio de Janeiro.
De 1947 a 1948, Lattes começou a sua principal linha de pesquisa, pelo estudo dos raios cósmicos, os quais foram descobertos em 1932 pelo físico estadunidense Carl David Anderson. Ele preparou um laboratório a mais de 5.000 metros de altitude em Chacaltaya, uma montanha dos Andes, na Bolívia, empregando chapas fotográficas para registrar os raios cósmicos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Banda Blindagem – Bichos do Paraná

1212622578_blindagem_3
No final dos de anos de 1970 o Brasil sofre uma pequena transformação musical quando o rock começa a se sobressair ou ter mais destaque no meio artístico musical e é neste contexto que surge, em Curitiba, a Banda Blindagem, a legítima representante paranaense da grande onda que se espalhava pelo planeta.
Em 1977 a banda já existia e sua formação, em pequenas apresentações era:
  • Alberto Rodriguez (guitarra);
Com esta formação a banda cresceu e passou a se apresentar em festivais, clubes, ginásios, concursos, parque e praças com um verdadeiro rock agressivo e performático e de maneira compromissada com o trabalho. Isto a partir de 1978.
Suas principais apresentações neste período foram nos festivais de Águas Claras e Camburock.
Ainda no crepúsculo dos anos 70, Ivo Rodrigues começa uma parceria com a banda, fazendo alguns shows e criando letras e músicas para a Blindagem em parceria com Paulo Leminski. Esta parceria ficou conhecida como "Ivo e Blindagem", pois o mesmo era de outra banda.
A entrada de Ivo Rodrigues na banda ocorreu no show intitulado "Adeus 70" ocorrido no ginásio Palácio de Cristal do Círculo Militar do Paraná em 1979. Junto com Ivo também entra para a banda Paulo Teixeira (guitarra) e sai o guitarrista Stochero.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Leminski – Bicho do Paraná

Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.
Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.

Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ary Fontoura – Bicho do Paraná

Ary Beira Fontoura (Curitiba PR 1933). Ator. De grande versatilidade e talento cômico, Ary Fontoura dedica parte de sua carreira à comédia ligeira e aos personagens que, na televisão, marcam sua habilidade de composição e a expressividade de sua personalidade interpretativa. Destaca-se no teatro pelos desempenhos em Rasga Coração, de Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha), em 1979, e em produções no Teatro dos Quatro, na década de 80.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Senador Souza Naves – Quase um Bicho do Paraná

Para aqueles que não acreditam em político honesto, que político é tudo igual, que nunca vai mudar. Abro esse espaço para fazer memória a um grande político. Diz-se que se eleito governador do Paraná seu mandato seria o melhor mandato desde Manoel Ribas.
Abilon de Souza Naves (Uberaba, 1 de outubro de 1905Curitiba, 12 de dezembro de 1959) foi um político brasileiro.
Filho de José Naves da Cunha e Delminda de Sousa Naves, faleceu com 54 anos, durante um jantar que era oferecido em sua homenagem por amigos e correligionários, na Sociedade Morgenau. Era casado com Antônia Colombino.
Embora fosse mineiro de origem, fez carreira política no Paraná, onde se elegeu senador em 3 de outubro de 1958, sendo o primeiro senador eleito pelo PTB no Paraná. Político de grande habilidade, estaria virtualmente eleito governador nas eleições que se realizariam em 1960.
Homem de origens modestas, ocupou os cargos de secretário do Trabalho e Assistência Social, no governo de Bento Munhoz da Rocha; presidente da Caixa Econômica Federal; presidente do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), na última gestão de Getúlio Vargas; e diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil (CREAI), nomeado por Juscelino Kubitschek.
Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais o lado humano desse grande homem, que sendo senador do Brasil, não podia dar uma boneca a sua filha, pode acessar o link abaixo.
http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/16011960/160160_4.htm
fonte: Wikipédia

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Angela Teresa Reis Neto (Miss Brasil 1964) – Bicho do Paraná

Miss Brasil 1964_3 Em 1964, Curitiba viveu momentos de glória: Angela Vasconcelos, no esplendor de seus 17 anos, era consagrada como Miss Brasil - numa época em que a promoção ainda tinha um marketing de grande projeção. Filha de um coronel do Exército, Osny Vasconcelos e de uma artista plástica que movimentava as reuniões da Cocaco, Arlete, Angela era uma garota inteligente, que surpreenderia por suas respostas e pelo fato de que enquanto aguardava a hora de desfilar, ocupava o tempo lendo "A Metamorfose", de Franz Kafka - que numa edição de bolso a Civilização Brasileira havia lançado com sucesso, nas águas do impacto que a versão cinematográfica de outra obra do escritor checo, "O Processo" (The Trial, 62, de Orson Welles) alcançava nos círculos intelectuais.

Angela formou-se em arquitetura, casou-se com um bem sucedido engenheiro especialista em transportes - Vicente de Brito e teve três filhos: Rafael, Pedro e João. Há 20 anos reside no Rio e, entre suas atividades, estão movimentos ecológicos, incluindo uma curiosa associação de defesa das onças da Mata Atlântica.

Pedro Vasconcelos Agora, Angela também pode ser conhecida como a mãe do ator Pedro Vasconcelos, 16 anos, uma das revelações do ano. (atualmente ele é diretor da Rede Globo)

Quase não há informações sobre nossa personalidade, então coloquei a foto do filho dela para termos pelo menos algo em que pensar.

http://www.millarch.org/artigo/filho-de-angela-vasconcelos-ator-em-faca-de-2-gumes

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aramis Millarch – Bicho do Paraná

Aramis Millarch
Aramis Millarch (Curitiba 12-07-43 / 13-07-92) foi um dos mais importantes jornalistas e críticos de música e cinema, reconhecido nacionalmente pelo significativo trabalho que desenvolveu durante seus 32 anos de profissão. Começou no jornalismo em 1962 no jornal "Estado do Paraná" no qual manteve ao longo de toda sua carreira a coluna diária "Tablóide". Também escreveu sobre cinema, além de uma coluna sobre discos. Participou dos mais importantes festivais de cultura do país. Escreveu scripts para a Rádio Cultura. Fez com Elói Zanetti o programa "Domingo sem futebol" apresentado na Rádio Ouro Verde. Foi fundador e primeiro presidente da Associação de Pesquisadores de Música Popular Brasileira. Entrevistou dezenas de personalidades da música popular brasileira. Foi o último a entrevistar, durante horas, a cantora Maysa, que faleceria dias depois. No extinto jornal "Última Hora" assinou uma coluna na qual utilizou o pseudônimo de J. Lyra de Moraes - O "J" em homenagem a João Gilberto, o Lyra a Carlos Lyra e o Moraes a Vinícius de Moraes. Deixou um acervo com milhares de itens, entre os quais 30.00 discos que constituem um dos maiores acervos sobre música e cultura do país. Seu acervo foi digitalizado e colocado à disposição do público através do "Tablóide digital". Em 2003, seu acervo foi doado pelo filho Francisco Millachi ao Instituto Cultural Cravo Albin do Rio de Janeiro, que o homenageará em sua sede com um espaço Aramis Milacchi". Foi um dos poucos jornalistas do Paraná a receber o Prêmio Esso de Jornalismo e participou dos principais festivais, concursos ou prêmios de âmbito nacional onde a arte ou a cultura era objeto de discussão.
Como conseqüência dessa dedicação, deixou dois grandes legados: um dos maiores acervos de música e cinema em nosso país, e o relato na imprensa, durante mais de três décadas, do que de importante aconteceu no âmbito da cultura e da memória no Brasil e no exterior. O acervo deixado por Aramis Millarch (mais de 30.000 discos, entre outros itens) se posiciona entre as maiores fontes de informação sobre música e cinema do país. O presente projeto cultural está relacionado ao trabalho jornalístico produzido por Aramis Millarch.
Pesquisador nato e com uma preocupação ímpar com a preservação e precisão da informação, pode-se, sem dúvida, encontrar nos textos deixados pelo jornalista uma retrospectiva única dos eventos, personalidades e fatos que marcaram as últimas décadas da nossa vida sócio-cultural. Com base nessa obra, surgiu a ideia de desenvolver o Tabloide Digital, nome em alusão a sua coluna diária Tabloide.
fontes: http://www.dicionariompb.com.br/ e http://www.millarch.org/

Barão do Serro Azul – Bicho do Paraná

Ildefonso Pereira Correia, barão do Cerro Azul (Paranaguá, 6 de agosto de 1849Morretes, Paraná, 20 de maio de 1894) foi um proprietário rural e político brasileiro. Foi o maior exportador de erva-mate do Paraná e maior produtor de erva-mate do mundo. Durante a revolução Federalista, ele e outras cinco pessoas proeminentes da cidade de Curitiba foram executadas sumariamente por ordem do general Éverton de Quadros sem qualquer processo legal ou acusação formal.
Era filho do tenente-coronel Manuel Francisco Correia Júnior e de Francisca Antônia Pereira Correia. Nasceu quando seu pai foi destituído de todos os seus cargos públicos por ter imprimido um manifesto solicitando a separação da comarca de Curitiba da província de São Paulo. Conviveu desde cedo com assuntos políticos que envolviam lutas de conservadores com liberais, de escravocratas com abolicionistas. O pai morreu quando ele tinha doze anos.
Os irmãos mais velhos galgaram posições importantes na política e nos negócios, suas irmãs casaram com homens que viriam a ocupar posições de destaque no governo. Fez o curso de Humanidades no Rio de Janeiro, o qual concluiu com distinção.
Ao voltar do Rio de Janeiro, com vinte e quatro anos, abriam-se as portas do comércio ervateiro. Visitou Montevidéu e Buenos Aires, grandes centros consumidores de erva-mate brasileira, com o propósito de conhecer o negócio. Aos vinte e sete anos, em sociedade, instalou seu primeiro engenho de erva-mate em Antonina. Quatro anos depois viajou aos EUA para exibir seus produtos na Exposição Americana obtendo grande sucesso.
Ao retornar, recebeu o convite para ser candidato à deputado provincial pelo partido Conservador. A partir daí, nunca mais deixou de participar de atividades políticas. Com a construção da estrada da Graciosa, transferiu suas atividades para Curitiba. Nessa época já acumulava ponderável riqueza que rivalizava com as famílias mais abastadas e tradicionais do Paraná.
Em Curitiba, adquiriu e modernizou o engenho Iguaçu, construiu o Engenho Tibagi, adquiriu serrarias e lançou-se à exportação de madeira. Em 1888, associado com Jesuíno Lopes, assumiu o controle da antiga Typographia Paranaense, fundada em 1853 por Cândido Lopes na cidade de Curitiba. Transformaram-na na Impressora Paranaense com o objetivo era melhorar a confecção das embalagens da erva-marte exportada.
Adquiriu posteriormente o controle acionário da Companhia Ferrocarril de Curitiba, lançou as bases do Banco Industrial e Mercantil, comprou o jornal Diário do Comércio, e foi diretor da Sociedade Protetora de Ensino. Alguns comparam-no à Mauá, pois, talvez, nenhum outro paranaense tenha produzido tanto na política ou na atividade empresarial quanto ele.
Causou simpatia ao imperador Dom Pedro II quando este visitou Curitiba em 1881. Ao regressar ao Rio de Janeiro, o imperador concedeu-lhe a comenda da Imperial Ordem da Rosa. Nas eleições de 1882, elegeu-se deputado provincial. Desenvolveu suas funções com sucesso enquanto uma crise política empolgava as ruas.
Assumiu interinamente o governo da província em 1888. Cuidou de apaziguar os ânimos, mas não pode evitar a crise parlamentar que ocorria na Assembléia Provincial. Abolicionista convicto, quando se tornou presidente da câmara municipal de Curitiba, comprometeu-se publicamente a promover a emancipação dos escravos do município.
Em 8 de agosto de 1888, recebeu da princesa Isabel, então regente do Brasil, o título de barão do Serro Azul.
Com a proclamação da República, o governador Vicente Machado da Silva Lima convidou-o para a comissão organizadora do partido Republicano. Repentinamente a situação política mudou: o marechal Deodoro da Fonseca renunciou e o marechal Floriano Peixoto assumiu a presidência, dissolveu o Congresso e convocou novas eleições.
Revoltas contra Floriano Peixoto
No Rio Grande do Sul, o governo Júlio Prates de Castilhos, apoiado pelo marechal Floriano Peixoto reprimiu a oposição e, logo depois, começou a revolução Federalista. No Rio de Janeiro, os almirantes Custódio de Melo e Saldanha da Gama comandaram a Revolta da Armada. Santa Catarina caiu em poder dos revolucionários, e no dia 14 de outubro de 1893, a capital Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, foi declarada provisoriamente capital do Brasil, convertendo-se em base de operações militares dos movimentos de revolta originados separadamente no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Enquanto isto, separada por longas distâncias geográficas, Curitiba estava em paz.
Uma força de maragatos (rebeldes federalistas gaúchos) comandada por Gumercindo Saraiva veio do Rio Grande do Sul em direção Rio de Janeiro. Passando por Nossa Senhora do Desterro, juntou-se aos aliados da Revolta da Armada e, dali, partiu com destino à Curitiba. O plano dos chefes maragatos previa o domínio do Paraná com um ataque conjugado por forças de terra e mar, e uma revolta em São Paulo se ali chegassem as tropas rebeldes. O comando legalista enviou para o Paraná batalhões formados por tropas regulares e voluntários civis do Rio de Janeiro e São Paulo. Em janeiro de 1894, estes chegaram à Lapa onde se travou uma terrível batalha. Durantes 26 dias as tropas legalistas resistiram aos ataques das forças muito mais numerosas dos maragatos.
Ocupação de Curitiba pelos rebeldes
Na madrugada de 17 de janeiro de 1894, uma brigada comandada por João Meneses Dória tomou a estação de Serrinha. Com a cumplicidade dos funcionários, passou a responder aos chamados telegráficos como se fosse das tropas legalistas de Lapa, avisando que milhares de rebeldes estavam marchando para a Curitiba. Houve pânico na capital e o general Pego, comandante militar da cidade, fugiu abandonando trens carregados de material bélico.
Devido ao abandono de Curitiba pelas tropas legalistas, a cidade passou a ser dirigida por uma Junta Governativa presidida pelo barão do Serro Azul. Em 20 de fevereiro de 1894, João Meneses Dória entrou em Curitiba à frente de 150 cavalarianos e, de um trem especial, desembarcaram o almirante Custódio de Melo, Teófilo Soares Gomes e vários oficiais da Marinha e do Exército. João Meneses Dória foi então aclamado governador do estado do Paraná.
O barão do Serro Azul foi convocado pelos cidadãos para fazer um acordo com os revolucionários que protegesse a população de violências, saques e estupros. A Junta Governativa de Curitiba transformou-se em "Comissão para Lançamento do Empréstimo de Guerra" com o propósito de arrecadar fundos para os rebeldes e com isso comprar a proteção da cidade. Embora o barão do Serro Azul e os comerciantes que apoiaram a comissão procurassem apenas evitar saques e desordens, seus atos os comprometeram como colaboradores com o movimento rebelde
O tempo perdido pelos maragatos durante o cerco da Lapa permitiu que as tropas legalistas se agrupassem e recebessem reforços ao norte, em Itararé, na divisa São PauloParaná. O comandante dos maragatos, Gumercindo Saraiva, empreendeu um recuo rumo ao sul, abandonando Curitiba. As tropas governamentais reocuparam a cidade e, no dia 16 de outubro de 1893, o novo governador do Paraná Vicente Machado da Silva Lima anunciou o estado de sítio em Curitiba.
Represálias das tropas governamentais
O general Everton de Quadros, novo comandante do Distrito Militar, promoveu demissões de funcionários públicos, buscas e capturas de pessoas acusadas de colaborar com os maragatos. As prisões ficaram tão cheias que o teatro São Teodoro foi transformado em presídio. Apesar da condenação pública, várias pessoas foram fuziladas.
No dia 9 de novembro de 1893, o barão de Serro Azul recebeu uma intimação para se recolher ao quartel da primeira divisão. Outros cinco de seus companheiros também foram presos e levados aos mesmo presídio: Prisciliano Correia, José Lourenço Schleder, José Joaquim Ferreira de Moura, Rodrigo de Matos Guedes e Balbino de Mendonça.
Muitos políticos importantes do Paraná tentaram por todos os meios livrar o barão de Serro Azul e seus companheiros da prisão. O general Everton de Quadros, temendo uma fuga ou a desmoralização de seu comando, ordenou a execução de barão de Serro Azul e seus amigos.
Execução
Na madrugada do dia 20 de maio de 1894, os seis prisioneiros foram retirados da prisão e levados à estação ferroviária de Curitiba, sob o pretexto de embarcarem em Paranaguá em um navio da Marinha com destino ao Rio de Janeiro, onde seriam julgados.
O comboio parou no km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, perto do pico do Diabo da serra do Mar, onde há um alto despenhadeiro. Os presos começaram a ser arrastados para fora do vagão pelo pelotão de escolta. Mato Guedes atirou-se pela janela do trem, mas recebeu uma descarga da fuzilaria e rolou pelo precipício. Balbino de Mendonça, agarrando-se ao vagão, teve os braços quebrados a coronhadas, e foi abatido a tiros de revólver. O barão do Serro Azul recebeu um tiro na perna e caiu de joelhos. Propôs então dividir sua fortuna com os oficiais da escolta se fosse poupado, porém tombou com uma bala na testa.
O comboio seguiu viagem, abandonando os corpos no local. Somente no dia seguinte a policia de Piraquara foi avisada da existência de cadáveres na serra.
Durante mais de quarenta anos, o barão de Serro Azul foi considerado traidor. Os seus atos foram banidos da história oficial do estado do Paraná, documentos foram arrancados, referências apagadas, e qualquer discussão sobre a execução sumária dele e seus companheiros era evitada. A sua magnífica mansão em Curitiba foi transformada em quartel do Exército, tendo a baronesa e os seus filhos que morar em um anexo]
Sua vida começou a ser investigada nas décadas de 1940 e 1950 quando ocorreu o resgate de sua memória.
Em 1942, foi publicada a biografia "O Barão de Serro Azul" escrita por Leôncio Correia. O livro "A Última viagem do Barão do Serro Azul" do escritor Túlio Vargas, atual presidente da Academia Paranaense de Letras, foi publicado em 1973. Baseado nesse livro, o cineasta Maurício Appel produziu o filme "O Preço da Paz" em 2003, com direção de Paulo Morelli e roteiro de Walther Negrão. No elenco, Herson Capri, no papel do barão do Serro Azul, e Lima Duarte, no papel do general Gumercindo Saraiva.
A sua residência em Curitiba, construída em 1883, foi restaurada e é atualmente o Centro Cultural Solar do Barão.
Em dezembro de 2004, o senador Osmar Dias apresentou o projeto de lei do Senado nº 354, de 2004 que propôs a inscrição do nome do barão de Serro Azul no Livro dos Heróis da Pátria existente no Panteão da Pátria em Brasília.
A Lei nº 11.863, de 2008, foi sancionada pelo Presidente da República; Luiz Inácio Lula da Silva; em 15 de dezembro de 2008 e publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro de 2008, inscrevendo o nome de Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.
Bibliografia


  • VARGAS, Túlio. A Última Viagem do Barão do Serro Azul. Curitiba: Ed. Juruá, 2004.




  • CARNEIRO, David. O Paraná e a Revolução Federalista. 2ª ed. Curitiba: Ed. Secretaria da Cultura e do Esporte; Industria Gráfica Gonçalves, 1982.




  • CARNEIRO, David. O Paraná na História Militar do Brasil. Curitiba: Travessa dos Editores, 1995.




  • KHATIB, Faissal El. História do Paraná. Curitiba: Grafipar, 1969. Acervo Casa da Memória Paraná.
    fonte: Wikipédia
  • sexta-feira, 23 de abril de 2010

    Lala Schneider – Bicho do Paraná

    LalaLala Schneider (Irati 23/04/26 — Curitiba 28/02/07) foi uma das grandes damas do teatro brasileiro. Era conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná e já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema. Trabalhou também como diretora e professora de interpretação.
    Lala iniciou a carreira em 1950 na peça "O poder do amor", no Teatro de Adultos do Serviço Social da Indústria (Sesi). Na época, trabalhava no setor administrativo do Sesi, onde ficou até se aposentar. Ela foi  uma das fundadoras do Teatro de Comédia do Paraná.
    Ao longo dos seus 57 anos de carreira, Lala fez inúmeras montagens e ganhou dezesseis prêmios, entre eles o Troféu Gralha Azul na categoria melhor atriz, em 1984-1985 (por Colônia Cecília) e em 1992-1993 (por "O vampiro e a polaquinha"), melhor atriz de cinema em 2004 no festival de Gramado (por Vovó Vai ao Supermercado)

    Trabalhos Destaques

    Teatro (99 peças Teatrais)

    • "O poder do amor", de Nilo Brandão (1950)

    • "Entre quatro paredes", de Sartre, dirigida por Arnaldo Maranhão (1959).

    • "Antes do Café", de Eugéne O'Neill, dirigida por Eddy Franciosi (1959).

    • "Colônia Cecília" (1984-1985) que lhe rendeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz.

    • "O Vampiro e a Polaquinha" (1992-1993) que lhe rendeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz
    Cinema (09 Filmes)

    • "Guerra dos pelados", "Aleluia Gretchen", "Making of Curitiba", de Sylvio Back.

    • "O Cerco da Lapa", de Berenice Mendes.

    • "Maré alta", de Egídio Élcio.

    • "Vovó vai ao Supermercado", curta-metragem de Valdemir Milani.

    • "Mistéryos", baseado em contos de Valêncio Xavier.

    • "Café do Teatro", média metragem de Adriano Esturilho.
    Televisão (08 Novelas)

    • "Lua Cheia de Amor" (telenovela da TV Globo - 1990).

    • "Felicidade" (telenovela da TV Globo - 1991.

    • "Tereza Batista" (minissérie da TV Globo - 1992).
    Em 1994 foi homenageada com a inauguração de um teatro em Curitiba com o seu nome, o Teatro Lala Schneider.
    Lala foi encontrada morta na sua cama, aos oitenta anos de idade. Segundo a família não se encontrava doente, mostrando apenas alguns problemas de coluna e alguma ansiedade.
    Foi velada no Teatro Guaíra e o seu corpo foi sepultado no Cemitério do Boqueirão, na capital paranaense.
    fonte: wikipedia

    quinta-feira, 22 de abril de 2010

    Raul Boesel - Bicho do Paraná

    Boesel1 Não é fácil resumir a carreira de Raul Boesel.  Um dos mais conhecidos e admirados pilotos brasileiros, Boesel começou a colecionar títulos desde que começou a correr de kart aos 16 anos.
    Nascido em Curitiba, Boesel diz que sempre amou a velocidade e o desafio das competições. Na adolescência, no entanto, foi a equitação que acabou atraindo a sua atenção. Poucos sabem, mas Boesel foi bicampeão paranaense e de vários outros torneios realizados no Brasil.
    Boesel foi contaminado pelo vírus da velocidade no dia em que foi ajudar um amigo numa prova de kart. Foi mais do que suficiente: a partir daquele dia, Raul já sabia que seu futuro estaria irremediavelmente ligado às pistas. Dois anos mais tarde ele ganhou seu primeiro título, o de campeão curitibano, pouco antes de completar 17 anos.
    A primeira experiência com um carro de corrida se deu em 1978, quando terminou em segundo no Campeonato Paranaense de Stock Car. Na temporada seguinte, recebeu o prêmio de “Piloto do Ano” no Campeonato Brasileiro de Stock Car. Foram três vitórias e o quarto lugar na classificação geral, no ano de estréia da categoria a nível nacional.
    Pronto para tentar a sorte no exterior, Boesel embarcou para a Inglaterra em 1980. Em 1982, depois de apenas quatro anos como piloto profissional, já estreava na Fórmula 1pela March. Boesel 1982
    Em 1985, Boesel se transferiu para os Estados Unidos para correr na CART. Seu cartão de visita foi a volta mais rápida de um estreante nos treinos classificatórios das 500 Milhas de Indianápolis, em seu primeiro contato com um circuito oval.
    Mas sua maior glória seria alcançada em 1987, com a conquista do Campeonato Mundial de Esporte Protótipos pela equipe de fábrica da Jaguar, capitaneada por Tom Walkinshaw. Esse é o título que recorda com maior carinho e aquele que o colocou definitivamente na galeria dos maiores nomes do automobilismo mundial de todos os tempos.
    Com uma carreira duradoura e vitoriosa, Boesel viveu em diversos países desde que deixou o Brasil, há quase 25 anos. Morou na Inglaterra, França, Portugal e Estados Unidos (Indianápolis e Nova Iorque), até que decidiu se estabelecer com a família em Key Biscayne, na Flórida, em 1988. in Key Biscayne, Florida, back in 1988.
    Desde 2001, Raul Boesel retornou ao automobilismo brasileiro, participando da Stock Car e também de corridas de longa duração, como os 500 km de Interlagos e a Mil Milhas Brasileiras.
    Em 2001, Raul Boesel retornou ao automobilismo brasileiro para participar da Stockcar pela equipe Bassani Racing. Foi 2º lugar no Rio de Janeiro e 3º em São Paulo. Em maio, voltou a Indianápolis para classificar o carro de Felipe Giaffone para as 500 Milhas de Indianápolis, a pedido da equipe Hollywood/Treadway Racing.
    Em 2002, Raul começou a temporada vencendo a Mil Milhas Brasileiras pela equipe Dener Motorsports com um Porsche 911 GT3 RS, ao lado de Régis Schuch e Flávio Trindade. Na Stock Car, participou de apenas quatro etapas,  retornando à IRL para correr as 500 Milhas de Indianápolis pela equipe Menard e conquistando uma vaga na primeira fila no grid de largada. A partir da metade do campeonato da IRL, correu pela equipe Bradley Motorsport.
    De volta ao Brasil, no início de 2004 assinou um contrato de três anos com a equipe Repsol/Boettger para voltar a Stock Car. Fez a pole position e chegou em 2º lugar em Campo Grande. Mais uma vez, subiu ao pódio na Mil Milhas Brasileiras com o 3º lugar, guiando o Porsche 911 GT3 RS da Dener Motorsports com Ricardo Maurício e Paulo Bonifácio. Pela mesma equipe, terminou em 2º nas 6 Horas de Curitiba, junto com Marcos Morais, Sérgio Magalhães e Otávio Mesquita.

     

    Atualmente ele é DJ

    maiores informações: http://www.raulboesel.com.br/

    terça-feira, 20 de abril de 2010

    Helena Kolody - Bicho do Paraná

    helena_kolody Nasceu em Cruz Machado (PR), em 12 de outubro de 1912, e faleceu em Curitiba (PR), em 15 de fevereiro de 2004. Seus pais nasceram na Galícia Oriental, Ucrânia, mas se conheceram no Brasil, onde se casaram em janeiro de 1912. Passou a maior parte da infância em Três Barras. Foi professora do ensino médio e inspetora de escola pública. De 1928 a 1931, cursa a Escola Normal Secundária (atual Instituto de Educação do Paraná). Consta que foi a primeira mulher a publicar hai-kais no Brasil (1941).  Foi admirada por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski, sendo que, com esse último, teve uma grande relação de amizade.  A partir de 1985, quando recebe o Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba, a sua obra passou a ter grande repercussão no seu estado e no restante do País. Em 1988,  é criado o importante Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody", realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná. Em 1989, o Museu da Imagem e do Som do Paraná grava e publica um seu depoimento. Em 1991, é eleita para a Academia Paranaense de Letras. Em 1992, o cineasta Sylvio Back faz  filme "A Babel de Luz" em homenageia aos seus 80 anos, tendo recebido o prêmio de melhor curta e melhor montagem, do 25° Festival de Brasília. E, 2003, recebe o título de "Doutora Honoris Causa" pela Universidade Federal do Paraná.
    Bibliografia: Paisagem Interior (1941), edição da autora; Música Submersa (1945), edição da autora; A sombra no rio (1951), edição da Escola Técnica do Paraná; Poesias Completas (1962), edição da Escola de aprendizagem do SENAI; Vida Breve (1965), edição da Escola de Aprendizagem do SENAI; Era Espacial e Trilha Sonora (1966), edição da Escola de Aprendizagem do SENAI; Antologia Poética (1967), Gráfica Vicentina; Tempo (1970), edição da Escola de Aprendizagem do SENAI; Correnteza (1977, seleção de poemas publicados até esta data), Editora Lítero-Técnica; Infinito Presente (1980), Gráfica Repro-SET; Poesias Escolhidas (1983, traduções de seus poemas para o ucraniano), Tipografia Prudentópolis; Sempre Palavra (1985), Criar Edições; Poesia Mínima (1986), Criar Edições; Viagem no Espelho (1988, reunião de vários livros já publicados), Criar Edições; Ontem, Agora (1991), Secretaria de Estado da Cultura do Paraná; Reika (1993), Fundação Cultural de Curitiba; Sempre Poesia (1994, antologia poética); Caixinha de Música (1996); Luz Infinita (1997, edição bilíngüe); Sinfonia da Vida (1997, antologia poética com depoimentos da poetisa); Helena Kolody por Helena Kolody (1997, CD gravado para a coleção Poesia Falada); Poemas do Amor Impossível (2002, antologia poética); Memórias de Nhá Mariquinha (2002, obra em prosa); Viagem no Espelho (1995), Editora da Universidade Federal do Paraná.

    HAI-KAIS

    Deus dá a todos uma estrela.
    Uns fazem da estrela um sol.
    Outros nem conseguem vê-la.
    Arco-íris no céu.
    Está sorrindo o menino
    que há pouco chorou.
    Trêmula gota de orvalho
    Presa na teia de aranha,
    Rebrilhando como estrela.
    Festa das Lanternas!
    Os ipês estão luzindo
    De globos cor-de-ouro.
    Corrida no parque.
    O menino inválido
    aplaude os atletas.
    Nas flores do cardo,
    leve poeira de orvalho.
    Manhã no deserto.
    O brilho da lâmpada,
    no interior da morada,
    empalidece as estrelas.
    A morte desgoverna a vida.
    Hoje sou mais velha
    que meu pai.
    fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/

    Bicho do Paraná

    “Eu não sou gato de Ipanema/Sou Bicho do Paraná” (João Lopes)

    Hoje estava lembrando e há algum tempo venho acalentando a possibilidade de publicar aqui pequenas biografias de personalidades paranaenses, com o objetivo de fazer memória e manter viva suas realizações. Nós que moramos aqui no Paraná, muitas vezes não damos a devida importância a nossa história por isso criar um espaço que possa resgatar pelo menos um pouco esses momentos.

    O termo Bicho do Paraná surgiu como nome de uma música do cantor/compositor paranaense João Lopes, com certeza seu maior sucesso, e foi utilizada pelo Banco Bamerindus (agora HSBC) como campanha de divulgação dos valores da nossa terra.

    Na época era a maior sensação você ser escolhido para aparecer nos anúncios como Bicho do Paraná, e o mais legal ainda é que a campanha abrangia pessoas das mais diversas profissões, a única questão era ter desenvolvido algo de relevante e nos desse orgulho enquanto paranaenses, ia desde o Dinho Ouro Preto (vocalista do Capital Inicial) até o Dr. Paciornik (um dos maiores médicos que o Paraná já teve). Então conseguia abranger e não deixava de ser um certo status e podemos nos vangloriar.

    A primeira personalidade será a poetisa Helena Kolody, e na seqüencia teremos outras personalidades importantes das mais diversas áreas.

    Mas para não ser injusto e para aqueles que não conhecem, colocarei um vídeo com fotos do Estado e a música do João Lopes cantando e também a letra da música valeu

    Bicho do ParanáJoão Lopes

    Seu motorista toque o carro
    Me tire desse lugar
    Me leve logo motorista
    Pro outro lado de lá
    Não vou cortar o meu cabelo, não
    Só pra dar o que falar
    Eu não sou gato de Ipanema
    Sou bicho do Paraná
    A vida pra mim na cidade grande
    Tá difícil pra danar
    A gente que nasceu no mato
    No mato tem que morar
    No mato a gente se ajeita
    Tudo o que se planta dá
    Quero voltar pra minha terra
    Pro norte do Paraná