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sexta-feira, 2 de março de 2012

Adeus Muchachos

Essa música me lembra os meus tempos de infância, ouvi
ela em uma novela da Globo e nunca mais esqueci. Queria que ela tivesse tocado em meu casamento, mas com a correria acabei esquecendo dela naqueles dias. Hoje lembrei dela e resoli postar aqui para matar saudades dos amigos e não perde-la mais. Abaixo a letra.

Adeus muchachos, companheiros desta vida,
Adeus amigos, meus camaradas,
Já chega o tempo, de empreender a retirada,
Chegou o dia do adeus, rapaziada,
Adeus amigos, eu me vou resignado,
Sem tristes queixas, sentimentais,
Já terminaram, para mim todas as farras,
Meu corpo exausto, não resiste mais.

Perfumes do oriente,
Alcovas de cetim,
Um beijo, um riso ardente,
Um paraíso enfim,
Mulheres, juventude,
Amores, alegria,
A vida inteira passa,
Em louca fantasia,
Á prata em meus cabelos,
Cansaço em minhas mãos,
No peito eu sinto gelo,
Em vez do antigo ardor,
Não há mais sol, há sombras,
Nos dias meus,
Adeus rapaziada,
Adeus, adeus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Irene - Manoel Bandeira

Em tempos de Furacão Irene achei os versos do poema de Manoel Bandeira

Irene no Céu


Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença

domingo, 7 de agosto de 2011

RUMPELSTICHEN

Presente da minha Madrinha Moramei
Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha uma filha linda. Um dia ele se encontrou com o rei e, para se dar importância, disse que sua filha sabia fiar palha, transformando-a em ouro.
- Esta é uma habilidade que me encanta - disse o rei. - Se é verdade o que diz, traga sua filha amanhã cedo ao castelo. Eu quero pô-la à prova. No dia seguinte, quando a moça chegou, o rei levou-a para um quartinho cheio de palha, entregou-lhe uma roda e uma bobina e disse:
- Agora, ponha-se a trabalhar. Se até amanhã cedo não tiver fiado toda esta palha em ouro, você morrerá! - Depois saiu, trancou a porta e deixou a filha do moleiro sozinha. A pobre moça sentou-se num canto e, por muito tempo, ficou pensando no que fazer. Não tinha a menor idéia de como fiar palha em ouro e não via jeito de escapar da morte. O pavor tomou conta da jovem, que começou a chorar desesperadamente. De repente, a porta se abriu e entrou um anãozinho muito esquisito.
- Boa tarde, minha linda menina - disse ele. - Por que chora tanto?
- Ah! - respondeu a moça entre soluços. - O rei me mandou fiar toda esta palha em ouro. Não sei como fazer isso!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As chuvas em Curitiba 14/02/11

Estava hoje pela manhã me arrumando para trabalhar e e vendo os estrago das chuvas aqui na cidade de Curitiba ontem, e o apresentador do programa, cujo nome não sei, estava questionando o progresso que não leva em consideração a natureza, dizia que o homem é o maior culpado por tudo isso. Logo lembrei-me da música O Homem e a Natureza do grande bicho do Paraná João Lopes, que diz assim:
…Um dia a natureza com toda a certeza há de reclamar, com razão…
Então abaixo coloco a letra da música e também um link para ouvi-la, sendo executada pela galera do Blindagem e a Orquestra Sinfônica do Paraná… valeu e bom som…
 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lenda das Cataratas do Iguaçu

Diz-se que, há muito tempo atrás, quando os índios Caigangues, que habitavam as margens dos rios Iguaçu e Paraná, acreditavam que o mundo era governado por M’Boy, ou Mbá, um deus que tinha a forma de uma serpente e era filho de Tupã.
O cacique dessa tribo, chamado Igobi, tinha uma filha, Naipi, tão bela que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido à sua beleza, Naipi foi consagrada ao deus M’Boy, passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá, que ao ver Naipi por ela se apaixonou.

Sete Quedas – Saudade e Homenagem

Sete quedas por mim passaram,
e todas sete se esvaíram.
Cessa o estrondo das cachoeiras, e com ele
a memória dos índios, pulverizada,
já não desperta o mínimo arrepio.
Aos mortos espanhóis, aos mortos bandeirantes,
aos apagados fogos
de Ciudad Real de Guaira vão juntar-se
os sete fantasmas das águas assassinadas
por mão do homem, dono do planeta.
Aqui outrora retumbaram vozes
da natureza imaginosa, fértil
em teatrais encenações de sonhos
aos homens ofertadas sem contrato.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Invictus

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mãe Velha

Agora pouco recebi estava vendo um trecho do seriado a Casa das Sete Mulheres… e lembrei do poema abaixo… e que dá título a esse post… Ouvi esse poema pela primeira vez declamado por uma menina que estudava comigo no Magistério… Ela o declamava nos concursos de poesia do CTG que ela participava…  o nome dela se não me engano era Lisa… acho que era isso mesmo… então para vocês esse poema no cancioneiro gaúcho.

Mãe Velha

Autoria: Apparicio Silva Rillo

Cabelo era preto.
Que liso era o rosto!
Teu corpo era flor.

Cabelo era preto.
mas hoje, Mãe Velha,
cabelo branquinho,
geada e agosto
que não levantou.

Que liso era o rosto!

Agora, Mãe Velha,
rosto enrugadinho
parece co'as frutas
que o tempo secou.

Teu corpo era flor.
Mas hoje, Mãe Velha,
da flor, que ficou?
Só haste pendida
que a vida deixou.

A cor do cabelo
passou pro vestido.

O arado do pranto
no liso do corpo
que fundou que arou!

A haste pendida
curvada pra terra,
e a terra reclama
o que falta da flor.

- Papai foi pra guerra!
dizia o piá.
Mãe Velha era moça
no tempo que foi.

Mas veio a notícia:
- Teu homem morreu,
de lenço encarnado
e de lança na mão.

E os homens passavam
nos magros cavalos,
com barbas de mato,
com palas rasgados,
com pena da moça,
com raiva da guerra,
que mata um gaúcho
pra erguer um herói.

Mãe Velha - era moça -
chorou muito choro
no seu avental!
Abriu o oratório
da sala do rancho,
rezou padre-nosso
por alma do homem
que a guerra levara
de lenço encarnado
e de lança na mão.

E a Virgem Maria,
seu Filho nos braços,
olhava mãe moça
Mãe Velha ficar.
E a vida espiava
Mãe Velha viver:

- madrugada na mangueira,
leite branco na caneca,
chaleira chia na chapa,
costume faz chimarrão.
Gamela, farinha branca,
forno aceso, sova pão,
charque magro na panela,
canjica, soca pilão,
manjericão na janela,
vassoura roda no chão...

E a vida cobrava
tostão por tostão.
Mãe Velha, mais velha,
pagava pro tempo
a usura do dia.
Um sol que sumia
era mais um dobrão.

Piá se fez homem.
Mãe Velha com medo da revolução
Um dia, por fim,
piá foi s'embora
seguindo um clarim.
Mesminho que o pai:
de lenço encarnado
e de lança na mão.

Guria cresceu.
Sobrou no vestido
da chita floreada
que a mãe lhe cozeu.
Depois... se perdeu.

Mãe Velha chorando
o que a vida lhe fez,
no velho oratório
já reza por três.

A noite tem fala
na boca da noite,
a vida é mudinha,
nem boca não tem.

Por isso que a vida
ninguém não entende,
Mãe Velha, ninguém.
A vida, Mãe Velha,
que é mãe e mulher.

domingo, 21 de março de 2010

Quantas Vitórias – Oswaldo Montenegro

Não conhecia essa música até poucos dias atrás… é uma música simples… simples como deveriam ser todas as vitórias…

Quantas vitórias cantem meus versos
Quantas na mesa ouviram cantar
Nossa bandeira empunha o soneto
Que é de um poeta sem lar.


Carro de boi tangendo a tarde fria
Meu caminho percorreu
Negra mão tangendo na viola
Minha emoção mineira
Serenata minha estrela
São vitórias que guardei


Velho piano e o som da velha casa
Goiabeira no quintal
A mãe preta ralha com o menino
"Já sujou roupa lavada"
E a sujeira reclamada
É a vitória que eu guardei


Meu olhar ardendo à meia-noite
Percorrendo a imensidão
Minha voz estala como açoite
Como lenha na fogueira
E vitória verdadeira é enxergar nessa escuridão


Procure cantar a todo instante
Mais um canto seu
Que os outros achem ridículo
Mais que seja seu
Desafinado mais seu
Cante, sem acompanhamento
Não deve haver nada seguindo seu rastro de poesia
Deixe que ele se propague livre, e voe com ele
Até que se torne um ser
E como você deseja a liberdade
Então solte o seu canto
Ele voará e cantará no espaço
E sabe qual será a canção?
Você

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Meu Paraná - Lapis

Essa música é de um compositor curitibano chamado Palminor Rodrigues Ferreira (5/10/1942 - 11/2/1978) - o Lápis, que infelizmente não é muito conhecido. Escutei essa música pela primeira vez, através do grupo Viola Quebrada, aqui de Curitiba, já faz uns dois anos e só agora consegui a letra na integra. É muito linda e retrata um pouco desse Estado tão bonito.


minha gente eu vou embora
que vontade de chegar
vermelho é terra do norte
o azul meu céu te dá
se o verde é esperança
esperança tem por lá

é no meu paraná...

meu pinheiro, que beleza
majestade que aqui está
a santa felicidade
que abençoe o paraná
ponta grossa, antonina
porto de paranaguá

é no meu paraná...

nossos verdes cafezais
de londrina e maringá
guarapuava, vila velha
curitiba, abatiá
cataratas do iguaçu
tudo isso é paraná

é no meu paraná...

Mostra Tua Cara - Valêncio Xavier

Oi Cara!

Mostra tua cara sem vergonha,
tua cara é teu corpo, tua alma
não tem o que esconder
não importa quem seja você
você é o Brasil Cara.

É a cara do Brasil,
é eu, tu, ele, nós vós, eles
todos nós,
homens, mulheres, moços, velhos, crianças,
os vivos, os mortos e os que ainda vão nascer.

O que pensamos, o que fazemos
o que falamos ou o que escutamos,
o que deixamos de dizer
o que bebemos, o que comemos
e o que deixamos de comer
o que dançamos, o que cantamos
e o nosso silêncio

Todos
ricos, médios, pobres e os mais que pobres
que são muitos mais que nós

E as vezes a cara do Brasil
não é nem nós, nem vós, nem eles.

É o chão que a gente pisa
o ar do nosso respirar
as noites e os dias
as manhãs e as tardes
e as coisas que nos rodeiam;
matas, mares, praias, rios e terras secas
cidades edifícios, favelas barracos
e não esqueçam os bichos hein!
bichos bons e bichos ruins
são que nem gente
são gentes do Brasil também.

E a nossa cara também é
o que esta em cima e o que esta embaixo
e o que esta dentro de nós,
seja bom ou seja ruim

Igual a nós
tem os que tem um retângulo nos olhos
e nós olham, a nós às coisa e aos bichos
e com suas máquinas registram
a nossa cara, a cara do Brasil
para todo o sempre
para o Brasil e todo mundo ver e rever
e saber quem somos
de onde viemos e para onde vamos

O que aqueles com suas máquinas
retângulo nos olhos
fizeram, fazem e vão fazer
esta tudo mostrado

Pô você tem que ver cara
ver também é mostrar tua cara
mostra tua cara, cara
ela é o presente e o passado
e também o futuro do Brasil
você vai ver.

Pode crer.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Valeu - Paulo Leminski

Dois namorados olhando o céu
Chegam a mesma conclusão
Mesmo que a terra não passe da próxima guerra
Terra.... mesmo assim valeu.

Valeu encharcar esse planeta de suor
Valeu esquecer das coisas que eu sei de cor
Valeu encarar essa vida que podia ser melhor

Valeu.... valeu... (valeu....)
Valeu.... valeu...
Valeu ... valeu...
Valeu.... valeu...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mariama - D. Helder Camara

Essa chamada Invocação a Mariama, foi proferida por D. Helder Camara e esta gravada no disco Missa dos Quilombos.

Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!

Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão. É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz. Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e o pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama.

Felicidade Realista

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Mário Quintana

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mario Quintana - 103 Anos

Ola galera... se Mario Quintana estivesse por aqui... estaria completando no dia 30/07/09... ... embora eu acredite que ele continua sim por aqui... fiquem então com pedacinho da obra desse grande poeta...


DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana - Espelho Mágico

E quem quiser saber um pouco mais sobre a vida desse grande poeta brasileiro... acesse o link
http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Aviso aos Naufragos - Leminiski

AVISO AOS NÁUFRAGOS
Esta página, por exemplo
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ler pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pró galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.

Não é assim que é a vida?

Paulo Leminski nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 24 de Agosto de 1944. Publicou os primeiros poemas em 1964, na revista Invenção – porta-voz da poesia concreta paulista. Publicista, músico e letrista, Leminski foi ainda um multifacetado tradutor de Alfred Jarry, James Joyce, Lawrence Ferlinghetti, John Lennon, Petrônio, Samuel Becktett e Yukio Mishima. Estudou a língua e cultura japonesas, tendo publicado uma biografia de Bashô. Faleceu no dia 7 de Junho de 1989.

fonte: http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/