domingo, 31 de julho de 2011

Coxa 26 anos do Primeiro Título...

Hoje posto de volta um texto de um ano atrás.... Coxa 26 anos do título... nesse exato momento ha muitos anos... estava me preparando para o jogo contra o Bangu...

Coxa Campeão Brasileiro – Maior Lembrança



Hoje fazem 25 anos da conquista do título de campeão brasileiro pelo Coritiba, o jogo que começou no dia 31/07 as 9:30 e terminou nas primeiras horas do dia 01/08. Nos primeiros 90 minutos o jogo terminou empatado com um gol para cada lado, na prorrogação placar oxo (0x0), nos pênaltis o Coxa sendo campeão.
Lembro do jogo mais ou menos, tinha apenas 9 anos, lembro bem da decisão por pênaltis e da festa que meu pai fez saindo apenas de pijama para fora de casa e os vizinhos da frente saindo também para comemorar. Afinal eram as duas únicas casas coxas da rua. Foi muito bacana mas logo fui dormir, naquele momento não entendia ainda a dimensão daquilo, afinal estava apenas começando a conhecer o futebol, não era um torcedor passional até o momento. Vim a ser torcedor de verdade a partir do dia seguinte.
Mas essa ainda não é a maior lembrança, a maior lembrança daquele título foi o meu primeiro jogo noturno, na semifinal com o Atlético Mineiro.
Jogo a noite, Couto Pereira lotado, eu estudava de manhã nessa época e passei a tarde picando papel porque meu pai disse que iríamos fazer a maior festa no estádio. Na chegada o policial queria embaçar do pacote com papel picado, mas revistou e sem problemas entrei, eram outros tempos podia-se ir tranquilamente aos estádios. Aquela multidão a noite as luzes acesas, fiquei maravilhado, afinal imaginem uma criança pequena entrando em um estádio lotado e com suas luzes acesas, é lindo até hoje!
O segundo momento emocionante foi quando o time entrou em campo, foi muito divertido jogar aquele papel todo para cima, tinha um tio meu junto com a gente nesse dia, o Jaciel na época torcedor do Colorado (hoje Paraná Clube) também fazendo festa (tiro sarro dele até hoje, sempre que ele foi no estádio ver o coxa jogar, o coxa ganhou), meu pai, tio Marcos e todo mundo.
Não sei em que momento a luz apagou no estádio, deu pane nos refletores e outro momento muito lindo, fico arrepiado só de lembrar, as pessoas começaram a acender seus isqueiros, na época nem pensar celular, aquele monte de pequenas chamas (agora escrevendo entendo o poema de Eduardo Galeano – as pessoas são como chamas), só quem foi em um estádio e viu isso pode entender, mas vamos lá… feche os olhos e imaginem um grande estádio com todas as luzes apagadas e de repente começam a pipocar aqui e ali pequenas luzes que acendem e apagam como vagalumes. Lindo não.
Mas vamos a parte engraçada do jogo depois de ter visto tudo isso lá pelas 10 e pouco, o moleque aqui começou a sentir sono e encher o saco do seu Osvaldo (meu pai) dizendo que queria ir embora, meu pai com toda paciência do mundo me levou embora, demoramos uns 10 minutos ainda para sair do estádio, ao chegarmos (segundo meu pai eu já estava dormindo em pé, embora estivesse caminhando) em frente a igreja do Perpetuo Socorro - para quem não conhece fica em frente ao estádio, a torcida explode em gritos dentro do Couto Pereira. Coritiba 1X0. Dai meu pai me cobra isso até hoje.
Com certeza é minha maior lembrança de um jogo de futebol e da conquista do título de 85. Vou levar essa para o resto da minha vida, como uma daquelas histórias do futebol que a gente conta de tempos em tempos.
Na semana seguinte o Coritiba empatou no Mineirão sem gols, embora os atleticanos reclamem de uma bola defendida pelo grande Rafael Camarota em cima da linha.
Para matar a saudade daquela conquista um foto do time campeão Brasileiro de 85 na partida final com o Bangu.
Coritiba Campeão Brasileiro

Show no Guaíra da A Banda Mais Bonita da Cidade 30/07/11

Ontem a noite no Teatro Guaíra tive o grande prazer ao lado da minha esposa de conhecer o trabalho da Banda Mais Bonita da Cidade. Aquilo que já encantava as milhares de pessoas que acessavam suas músicas pela internet tiveram a oportunidade de ouvir, ver, sorrir, chorar com a apresentação da Banda.
O dia do show não poderia ser mais perfeito – frio e chuva – daqueles em que procuramos não sair de casa e ficar em casa curtindo um bom livro ou ouvindo músicas que falem de sonhos, amizades e amores e durante uma hora e meia foi isso que tivemos. Dessas músicas destaco Caderno G, muito inteligente, bem arranjada e tipicamente curitibana.
Sobre a banda, não sou músico mas como gosto de música – e um eterno aprendiz de violão (um dia aprendo) – posso dizer que seus músicos são muito bons, os arranjos casam maravilhosamente bem com as letras e com a vocalista Uyara, um vozeirão em um corpo de menininha (pelo menos era o que parecia do segundo balcão do Guaíra). Com isso quero dizer que as músicas não eram parecidas umas com as outras.
Um outro lance legal da banda é o clima de amizade, daqueles que a galera se junta para tocar umas músicas, sai junto para o cinema, teatro, fazer churrasco, ir no parque Barigui.
E num delírio daqueles que se emocionam com uma novidade, na primeira música da show, em que ela cantou a capela) lembrei na hora de Elis Regina (sei que é cedo para isso, e talvez uma baita viagem) mas de onde eu estava me pareceu isso (um vozeirão em um corpo de menina) com uma voz maravilhosa e marcante.
O Grand finale do show foi a música que possibilitou a banda poder tocar no Guairão, Oração, que foi cantada em coro pela plateia, tanto em suas poltronas bem como no hall de entrada e escadarias do teatro onde o show terminou.
E pudemos voltar para casa com aquele sorriso no rosto, a vontade de ligar para os amigos, tocar um violão, ler um bom livro e porque não querer aparecer no Paraná TV 2 edição.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Experiências Culinárias

Pois é há dois anos atrás mais ou menos fiz um curso de preparação de massas e molhos, o curso teve duração de 1 mês aproximadamente e nesse tempo pude aprender a fazer um monte de coisas bem bacanas, principalmente pizza, macarrão, lasanha e pão…
E sempre que possível invento de fazer algumas coisas principalmente pizza e macarrão, inclusive com algumas cobaias (amigos) vindo comer aqui, quando morava com meus pais antes do casamento geralmente fazia as lasanhas…
Bom mas agora resolvi que nesse segundo semestre vou desenvolver um pouco mais isso, e sempre que possível me comprometer a fazer um prato, na verdade já comecei, no domingo anterior (03/07/11) fiz um frango assado… foi meu primeiro frango assado e ficou muito bom mesmo… logo mais passo aqui como fazer…
O segundo prato dessa experiência culinária, aconteceu na última sexta feira, quando preparei um espaguete ao molho chilli (aquele molho apimentado mexicano)… fico simplesmente divino (exagero, é claro) mas muito bom mesmo… em breve passo a receita… por enquanto fica a foto do prato…
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No prato acima, por camadas… Macarrão… Molho Chilli e Queijo Ralado (grosso)

sábado, 25 de junho de 2011

A Pedra dos Sonhos

Letra da Música de Abertura

Eu durmo e sempre sonho que posso voar
Tão colorido é esse meu outro lugar
Em branco e preto eu não gosto de viver
Eu quero um mundo colorido ver
Viver sem sonhar
Eu já não consigo imaginar
Como seria a vida para mim
A lua lá no céu
É uma ilusão muito bonita
Vivendo essa ilusão
Meus sonhos não têm fim
A lua lá no céu
É uma ilusão muito bonita
Vivendo essa ilusão
Meus sonhos não têm fim

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bicho do Paraná–Yara Sarmento

YaraSarmentoCuritibaFaseI19551964A atriz Yara Moreira de Moraes Sarmento, conhecida como Yara Sarmento, nasceu na cidade de Antonina, Paraná, em de junho de 1940.
Mudou-se com a família para Curitiba em 1950.
Yara Sarmento cursou Direito pela Universidade Federal do Paraná entre os anos de 1958/1962.
Iniciou sua carreira artística na Academia de Danças Espanholas da Professora Bárbara Grand e de sua filha Beatriz Di Paolo Torres, em 1955. Dançou pela mesma Academia até 1964.
Em 1963/1964 atuou como bailarina no programa “Postais de Operetas”, na TV Paranaense, dirigido por Cícero Camargo de Oliveira. Estreou como atriz na TV Paraná no programa “Colégio de Brotos”, dirigido por Sinval Martins. Trabalhou no programa semanal “Teatro de Equipe”, dirigido por Glauco Flores de Sá Britto. Faziam parte do elenco: Lala Schneider, Claudete Barone, Irene Moraes, Aristeu Berger, Joel de Oliveira, Luiz Hilário, dentre outros. Yara Sarmento participou, também, do humorístico “Telstar Festival” da TV Paraná, dirigido por Maurício Távora. Ainda, como bailarina, participou do programa “Big Gincana Duchen” apresentado por Acidália Chen.
Em 1964, Yara Sarmento foi para o Rio de Janeiro. Participou como atriz na TV Tupi dos teleteatros: “Clube do Morcego” dirigido por João Loredo e “Teatro de Comédia”, sob o comando de Odair Marzano. Fez teste seletivo por ocasião da inauguração da TV Globo. Trabalhou nos programas: “Festa em Casa”; “4 no Teatro”; “Presença”; “Capitão Furacão”; “Quando a Vida É Uma Canção”. Trabalhou, também, nas novelas: “Rosinha do Sobrado”; “A Moreninha” e “Padre Tião” sob a direção de Graça Melo, assim como em “Um Rosto de Mulher” direção de Sérgio Britto. Ainda na TV Globo apresentou o noticiário “Tele-Jornal da 1:00 Hora”.
No Rio de Janeiro, trabalhou, também, na TV Continental em “Bombom e Fiapo”, direção de Dudu Barreto Leite, ao lado de Vera Barreto Leite, a qual foi manequim - em Paris - de Dior, Chanel e outros estilistas internacionalmente famosos. Apresentou os programas: “Sessão das 9:30” e “Coral 2/4”.
No teatro, Yara Sarmento integrou as produções: “Flor de Cactus”, no Teatro Copacabana, produção de Oscar Ornstein, bem como em “Onde Canta O Sabiá” no Teatro do Rio sob a direção de Luiz Afonso Grisolli. Este foi o primeiro espetáculo “pop” do Brasil, estrelado por Marília Pêra e Gracindo Júnior.
A convite de Carlos Machado fez parte do elenco da revista musical “Carlos Machado’s Holliday”, na Boate Fred’s, ao lado de Irene Ravache, Cláudia Martins, Sueli Franco, Rossana Ghessa, Ari Fontoura e Hugo Sandes.
Fez dublagens para filmes de televisão e de cinema nos estúdios: Herbert Richers e Peri Filmes.
Yara Sarmento mudou-se para São Paulo em 1967. Participou na TV Globo do teleteatro “Processo 68”, produção de Valêncio Xavier. No teatro, Yara Sarmento atuou nas peças: “Receita de Vinícius”, direção de Sady Cabral no Teatro das Nações e “A Raposa e as Uvas”, direção de Nydia Lícia, no Teatro Bela Vista e em temporada popular, nos espaços cênicos dos bairros paulistas. O Ator Sérgio Cardoso, amigo de Glauco Flores de Sá Britto, ex-marido de Nydia Licia, apresentou Yara Sarmento à citada atriz e produtora.
Ainda, atuou no programa Silvio Santos no quadro “A Justiça dos Homens”, produzido por Valêncio Xavier, como membro da Promotoria Pública.
Trabalhou, também, no Instituto São Paulo, escola para crianças surdas e com problemas de comunicação verbal, lecionando Estruturação de Linguagem e Psicomotricidade – 1968/1970.
Nesse período, Yara Sarmento participou dos cursos: “Sistema Universal Verbotonal Guberina de Reabilitação Auditiva e Fonética” - Center Za Rehabilitaciju Sluha I Govera - Zagreb/Iuguslávia; “Psicomotricidade sobre o Método Le BonDepart” - Professora Yolanda Bianco/PUC-SP.
Yara Amaral voltou ao Paraná em 1971. Em sua cidade natal, Antonina, abriu restaurante no Clube Náutico, no qual promoveram atividades artístico-culturais.
De 1971 à 1974, Yara Sarmento colaborou com colunas para os jornais “O Antoninense” e “O Estado do Paraná” e na revista “Quatro Estações”.
Em 1972, em Curitiba, participou como atriz em “Via Crucis” com direção de Oraci Gemba e produção de Paulo Sá.
Yara Sarmento foi diretora do Grupo Momento de Teatro, criado juntamente com Gemba e Angela Wogel, tendo na produção executiva Verinha Walflor -1972/1977. Nesse grupo, foram montadas as peças “Electra”; “Marat-Sade”; “Maria Bueno”; “A Casa de Bernarda Alba”; “O Cerco da Lapa”; “Carla, Gigi e Margot”; “Momento de Natal”; “Auto de Natal” e o show “Funeral para Um Rei Negro” (1975), com Lápis e Evanira. Todos os espetáculos dirigidos por Gemba.
Integrou, também, o elenco da produção do Teatro de Comédia do Paraná - TCP, da então Fundação Teatro Guaíra - FTG, “A Torre em Concurso”, sob a direção de Gemba - 1976.
Yara Sarmento participou, também, de narrações, locuções e entrevistas no Museu da Imagem e do Som.
Participou da equipe paranaense que elaborou o ante-projeto da Lei 6.533/1978, a qual regulamenta a Profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.
Com a peça “Carla, Gigi e Margot”, Yara Sarmento recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz na edição 1976/1977. No ano seguinte, recebeu o mesmo Troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho na peça dirigida por Menghini "Cinderela do Petróleo", montagem que comemorou os 10 anos da Companhia Roberto Menghini.
Os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná concederam-lhe em 1978, o Diploma de Melhor do Ano/1977 como Melhor Atriz de Teleteatro.
Em 1975, em cargo comissionado, trabalhou na Secretaria de Estado da Justiça do Paraná, onde permaneceu até 1983.
Em 1983, Yara Sarmento foi transferida para a então Fundação Teatro Guaíra, prestando serviços de Assessoria.
Na edição 1985/1986, Yara Sarmento recebeu Menção Honrosa pela criação do Troféu Gralha Azul.
Na edição 1988/1989, voltou a ser homenageada com o Troféu pela Fundação Teatro Guaíra - hoje, Centro Cultural Teatro Guaíra - CCTG - e pela classe artística paranaense, pelo trabalho que desenvolveu em Brasília junto à Assembléia Nacional Constituinte, em favor das Artes e das Culturas Brasileiras. Nesse trabalho, representou as entidades nacionais de artistas, técnicos e produtores em espetáculos de diversões.
Em Belo Horizonte, 1989, foi homenageada pelo SATED/MG e APAC/MG por seu trabalho junto à Assembléia Nacional Constituinte, em Brasília.
Em 1991, a Câmara Municipal de Curitiba concedeu-lhe Diploma de Reconhecimento por sua atuação em favor da área cultural.
Por escolha da classe cênica nacional representa as entidades ANEATE e ANPAC, no período de 1999 a 2001, como Conselheira na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC, Lei Rouanet, junto ao Ministério de Estado da Cultura, em Brasília, na área das Artes Cênicas, essa coordenada com dedicação e competência por Angélica Salazar Pessôa Mesquita.
Fez a narração dos textos que acompanharam o espetáculo "Bastidores da Alma", em 1996.
Yara Sarmento é uma das fundadoras da Associação Profissional dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná- APATEDEP, em 1973. Fez parte da Diretoria, até a fundação do SATED/PR.
Também é uma das fundadoras, em 1981, do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do Paraná – SATED/PR, participando da Diretoria.
Assumiu a presidência do mesmo Sindicato no período de 1988 a 1991.
Foi Diretora Artística da então Fundação Teatro Guaíra na gestão de Oraci Gemba, no período de novembro de 1983 a maio de 1985.
Yara Sarmento ocupa o cargo de Vice-Presidente do SATED/PR, em seu segundo mandato, tendo desenvolvido várias ações voltadas às políticas públicas para a área cultural, particularmente, às Artes Cênicas.
Em 1992 assume a Secretaria Executiva do Troféu Gralha Azul junto ao CCTG, promovendo a pesquisa sobre a trajetória do mesmo prêmio, com base em trabalho anterior realizado por Enéas Lour e Mário Schoemberger. A partir de 2000 assessora a Secretária Executiva do referido Troféu, Celia Regina Polydoro.YaraSarmento-2007
Atuou também na Assessoria das Diretoras Artísticas: Loraci Setragni, Mara Moron, Débora Tadra, Marlene Montenegro, Marila Vellozo, Nena Inoue, do Diretor Enéas Lour, na gestão de Lu Rufalco.