sexta-feira, 31 de julho de 2009

Estado, Governo e Sociedade - O Nome e a Coisa

um pequeno texto meu publicado em meu antigo blog ruminando-ideias em 29/04/09

BOBBIO, Norberto, O Nome e a Coisa, In.:Estado Governo e Sociedade – Para uma
teoria geral da política, Paz e Terra, 10 Edição, p. 65-76.


Este obra tem por finalidade descrever esclarecer a origem do termo Estado bem como apontar quando nasce o Estado na concepção do termo como é utilizado nos dias de hoje. Nela Bobbio reflete que embora Maquiavel tenha utilizado o termo em sua obra maior O Príncipe, em muito contribuiu para disseminação do termo. O termo tem origem na palavra “Status”, cujo significado primeiro tem a ver com “situação”, que aos poucos foi alterado para “Estado”. Dessa forma ao longo da história ela passou a designar não somente a organização de grupos de indivíduos dentro de um território bem como as instituições representativas, em síntese ele passa a compreender de certa forma o significado da pólis (grega) a civita (romana) e também as rés publicas (as instituições politicas romanas).

A utilização do termo embora já difundido, pode ainda designar conforme os apontamentos de Bobbio na definição da forma de governo desse Estado, que podem ser o Principado, Aristocracia e o Popular. A própria história romana viu acontecer essas mudanças ao longo da sua história, quando sob o domínio de César, passou de regnum (reino) para a rés publica (república) e depois para principatus (principado ou império). Embora se estabeleça um histórico e uma evolução do termo o seu significado ainda não encontra uma concepção única e definitiva. O certo é que a partir de Maquiavel o que representa o termo começa a ser debatido e refletido, dentre as reflexões que tem sido feitas a respeito do surgimento do Estado quem aponta uma pista mais lucida sobre o que seria o Estado é Weber, que diz que o Estado pode ser concebido sob dois elementos; o aparato administrativo para prover os serviços essenciais a sociedade e o monopólio do uso da força, para ele sem isso é impossível existir um Estado.

Já para outros o Estado pode ser encontrado ainda na antiguidade pois sua caracterização tem mais a ver com o estabelecimento de uma certa comunidade num espaço social e nas relações que mantem com suas instituições públicas e no desenvolvimento das relações com seus vizinhos. O fato é que o surgimento do Estado como conhecemos hoje, pode ser caracterizado pela passagem das comunidades primitivas, baseadas nos laços familiares, para a formação de comunidades mais amplas derivadas da união dessas primeiras comunidades para sobrevivência interna e externa, mas o conceito mais amplamente difundido e aceito baseia-se na idéia de que o surgimento do Estado assinala o inicio da era moderna, sendo o ponto de passagem da idade primitiva à idade civil, deixando uma idade de barbárie e selvageria para um modelo mais civilizado. Já Engels vê, baseado na teoria do antropólogo Charles Morgan, o Estado como instrumento de dominação de classe, o que muito influenciou a teoria marxista, dando um olhar de caráter mais econômico, já que a dominação se dava pelo controle dos modos de produção.

Para Rousseau o estado nasce a partir do momento que surge a propriedade privada. O certo é que a discussão do Estado hoje encontra um campo amplo de discussão dentro principalmente da antropologia cultural, já que remete ao surgimento das primeiras comunidades primitivas. O fato é que o termo Estado esta condicionado a múltiplas interpretações que pode ser desde um espaço territorial, a um ordenamento de instituições ou em uma forma de governo.

Para Introdução a Ciência Política - Facinter

Comunidade

um pequeno texto meu publicado em meu antigo blog ruminando-ideias em 07/05/09

Comunidade

Aureo Lourenço Monteiro

Palavrinha em voga.. todo o sempre.

Adoramos essa ideia... COMUNIDADE... ainda mais agora... nessa de aldeia global onde podemos nos comunicar com o mundo todo... basta aparecer um site de rede social... que lá vamos nós; Orkut; Via6; Sônico, só para ficar nesses...

Deliciamos-nos com essa de termos um monte de "amigos" na nossa rede... de participarmos de trezentas e lá vai cacetada de comunidades... as vezes passamos horas fuçando para encontrarmos comunidades com que eu me identifique, ou pior possa me identificar...

Não parei para pesquisar... mas acredito que isso ajuda a matar nossa solidão... afinal de contas podemos encontrar/ter em nossas comunidades milhares de pessoas de todos os quatro cantos... desse planeta quase redondo... a um click de nossa solidão... e talvez percebermos que não estamos sozinhos nesse mundo, que não sou tão diferente... me deparo como naqueles filmes de ficção cientifica... dos anos 50... 60... ou de hoje em dia mesmo... com a certeza de que não estamos sozinhos no universo...

Adoro de vez em quando navegar pelo ORKUT... tem me dado muito prazer ultimamente essa maratona virtual... de entrar no perfil dos outros... amigos ou não... e dar uma olhada nas comunidades que fazem parte... tem cada comunidade...

Algumas são sérias... outras nem tanto... mas pelo que vejo as pessoas não ligam... o importante é não estar sozinho... ou ainda ligam sim... afinal de contas... hoje o Orkut tem sido utilizado no recrutamento para as empresas... mas que se dane também...

Mas nesse sentido me pergunto se as pessoas realmente entendem o sentido de pertencer a uma comunidade... será que efetivamente consigo participar de trezentas e la vai cacetada de comunidades... qual minha interação... qual meu vínculo... como me relacionam com aqueles que são parecidos comigo... como contribuo para essa comunidade...

Talvez aí esteja um pouco daquele negócio que o pessoal mais inteligente fala... de relativismo... eu participo mas da minha forma... ou na verdade muitas vezes nem preciso participar... basta dizer que faço parte... e tá bom... afinal de contas não devo satisfação para muita gente...

Isso se reflete de certa forma na nossa sociedade... o que adianta dizer que faço parte de uma comunidade... um grupo... um movimento... se efetivamente não me relaciono com ele... não me preocupo... não reflito... não cresço com ele... ou pior não vou para lugar algum...

Não faço nada para mudar... não interajo com a minha realidade... se alguém faz alguma coisa errada... não me preocupo... não é comigo... nem me importo... afinal de contas... eu não tenho tempo para interagir com àqueles que me são próximos... ou que eu acredito que tenham os mesmo sonhos que eu... afinal de contas não da tempo... são tantas as comunidades

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Prevenção H1N1

olha aí pessoal... também estou entrando nessa de ajudar a divulgar maneiras de prevenir-se contra a H1N1... abaixo cartaz que as unidades de saúde estão distribuindo aqui em Curitiba...




quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mario Quintana - 103 Anos

Ola galera... se Mario Quintana estivesse por aqui... estaria completando no dia 30/07/09... ... embora eu acredite que ele continua sim por aqui... fiquem então com pedacinho da obra desse grande poeta...


DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana - Espelho Mágico

E quem quiser saber um pouco mais sobre a vida desse grande poeta brasileiro... acesse o link
http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp

terça-feira, 28 de julho de 2009

Champ Cross - Champicross - Champcross - A incrivel corrida de tampinhas de Garrafa

É isso mesmo... uma incrivel corrida de tampinhas de garrafa... era assim que passei várias tardes do final dos anos 80 e inicio dos anos 90... ali na cancha dos padres... ou em qualquer lugar onde houvesse um monte de areia... disputando incriveis corridas de champicross...

Para quem não sabe Champicross (não sei se é assim que escreve o nome desse esporte)... é um corrida disputada por tampinhas de garrafa... em uma pista cheia de obstáculos (rampas, buracos, estreitamento de pistas, etc)... geralmente construídas na areia... mas também joguei... em carteiras de escola (desenhadas com giz), na rua (desenhadas com pedaços de tijolo) ou ainda na terra...

A corrida consistia... em um monte de moleques... tentando chegar ao final da pista em primeiro lugar com sua tampinha... não preciso dizer que as disputas eram acirradas... cada um querendo ser melhor piloto que o outro... a corrida só acabava quando o penultimo chegasse... mas muitas vezes... dependendo do número de participantes... podia acabar... quando o primeiro terminasse a pista... ou os três primeiros... isso dependia da concordância de todos...

Mas não era tão fácil assim... afinal haviam obstáculos... e você só podia seguir em diante... se conseguisse superá-lo... ou se permanecesse na pista... se não conseguisse superar o desafio... ou ainda saisse da pista... tinha que voltar no lugar onde estava e passava a vez...

Pelo que sei... além dessas regras básicas... havia outra... que era a quantidade de toques que se podia dar na tampinha... nas corridas que disputei... o número de toques era de três... na sua vez... se saisse da pista... ou não superasse o obstáculo... passava a vez...

Basicamente foi assim que passei muitas tardes... em acirradissimas disputas de champicross... pequena que hoje a molecada tem videogame...

fonte: minha memória