sexta-feira, 2 de março de 2012

Adeus Muchachos

Essa música me lembra os meus tempos de infância, ouvi
ela em uma novela da Globo e nunca mais esqueci. Queria que ela tivesse tocado em meu casamento, mas com a correria acabei esquecendo dela naqueles dias. Hoje lembrei dela e resoli postar aqui para matar saudades dos amigos e não perde-la mais. Abaixo a letra.

Adeus muchachos, companheiros desta vida,
Adeus amigos, meus camaradas,
Já chega o tempo, de empreender a retirada,
Chegou o dia do adeus, rapaziada,
Adeus amigos, eu me vou resignado,
Sem tristes queixas, sentimentais,
Já terminaram, para mim todas as farras,
Meu corpo exausto, não resiste mais.

Perfumes do oriente,
Alcovas de cetim,
Um beijo, um riso ardente,
Um paraíso enfim,
Mulheres, juventude,
Amores, alegria,
A vida inteira passa,
Em louca fantasia,
Á prata em meus cabelos,
Cansaço em minhas mãos,
No peito eu sinto gelo,
Em vez do antigo ardor,
Não há mais sol, há sombras,
Nos dias meus,
Adeus rapaziada,
Adeus, adeus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Irene - Manoel Bandeira

Em tempos de Furacão Irene achei os versos do poema de Manoel Bandeira

Irene no Céu


Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sociedade Civil e Sociedade Civil Organizada

Ivan Claudio Marx
Delegado Polícia Federal
1- Introdução
A evolução da humanidade, a criação do Estado e suas diferentes facetas sempre representaram temas de grande relevo para as ciências sociais e humanas. Estes temas, que tanto despertaram o interesse dos teóricos, encontraram sempre como ponto comum a seguinte análise: o ser e o agir da Sociedade civil. Este texto objetiva fazer breves considerações sobre o conceito de Sociedade civil e sua atuação, desde as suas primeiras conotações até o sentido hoje corrente, inclusive passando pela chamada "Sociedade civil organizada".
Sem dúvida, trata-se de uma expressão dotada de algumas peculiaridades interessantes. O emprego deste termo teve uma intrigante evolução, com vários significados sucessivos até o último, que é o mais usado hoje, e que de certa forma representa uma inversão de sentido em relação ao primeiro.
Destaque-se, ainda, que a sua conotação assumiu historicamente um sentido oposicionista. Isto pode ser vislumbrado desde Aristóteles, que lançava mão da dicotomia Sociedade civil-família. Dessa forma, originalmente identificado pelos jusnaturalistas como sinônimo de sociedade política ou Estado em oposição ao Estado de natureza, o conceito acabou perdendo a conotação estatal e assumindo diversas acepções que assim delinearam-se conforme a instituição a ser oposicionada pelos teóricos. Essa evolução culminou com o sentido hoje corrente, amplamente difundido por Marx, de Sociedade civil como algo oposto ao Estado. Da mesma forma, a "Sociedade civil organizada" vem recebendo uma conceituação oposicionista, como pode vislumbrar-se da denominação ONGs [01], dedicada às organizações internacionais da sociedade civil que buscam atuação na esfera política. Como pode-se notar, este termo refere-se àquilo que não seja estatal.

domingo, 7 de agosto de 2011

RUMPELSTICHEN

Presente da minha Madrinha Moramei
Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha uma filha linda. Um dia ele se encontrou com o rei e, para se dar importância, disse que sua filha sabia fiar palha, transformando-a em ouro.
- Esta é uma habilidade que me encanta - disse o rei. - Se é verdade o que diz, traga sua filha amanhã cedo ao castelo. Eu quero pô-la à prova. No dia seguinte, quando a moça chegou, o rei levou-a para um quartinho cheio de palha, entregou-lhe uma roda e uma bobina e disse:
- Agora, ponha-se a trabalhar. Se até amanhã cedo não tiver fiado toda esta palha em ouro, você morrerá! - Depois saiu, trancou a porta e deixou a filha do moleiro sozinha. A pobre moça sentou-se num canto e, por muito tempo, ficou pensando no que fazer. Não tinha a menor idéia de como fiar palha em ouro e não via jeito de escapar da morte. O pavor tomou conta da jovem, que começou a chorar desesperadamente. De repente, a porta se abriu e entrou um anãozinho muito esquisito.
- Boa tarde, minha linda menina - disse ele. - Por que chora tanto?
- Ah! - respondeu a moça entre soluços. - O rei me mandou fiar toda esta palha em ouro. Não sei como fazer isso!

Tyll o Mestre das Artes

Essa é a primeira história que contei como contador de histórias
Folclore Alemão
Tyll era um malandro que viajava pela antiga Alemanha inventando golpes para ganhar dinheiro e divertir-se às custas dos nobres. Foi assim que um dia Tyll se apresentou na entrada do castelo de um rei vaidoso e declarou:
- Eu sou um mestre nas artes, um pintor multo famoso, e ouvi dizer que Sua Majestade entende multo de pintura. Será que não gostaria de conhecer o meu trabalho?
Quando lhe contaram do estranho artista que batia à sua porta, o soberano ficou curioso e resolveu testá-lo. Tyll foi levado à presença do rei. Multo esperto, estava vestido igualzinho a um pintor e trazia uma maleta cheia de pincéis e tintas. Convencido de que se achava diante de um grande artista, o rei disse:
- Quero que meu castelo seja o mais belo da Europa. Ninguém entende tanto de arte quanto eu. Vou contratá-lo para pintar dois murais.
- Ah, mas meu talento custa caro, Majestade. E, além do mais, minha arte só pode ser apreciada por pessoas cultas e eruditas! - disse Tyll.
- Multo bem - disse o rei. - Do que você‚ precisa? Quer pincéis e tintas?